Sul e Extremo Sul discutem traçado da Ferrovia Litorânea

Além dos projetos analisados hoje pelo Dnit, um novo traçado segue em estudos pela Valec Engenharia

O projeto de interligação ferroviária, complementando a rede logística que atende o sul do Brasil, a chamada Ferrovia Litorânea, pode ter uma quarta proposta de projeto, além das três que hoje estão em análise pelo Dnit.

Estas propostas foram apresentadas pelo coordenador geral de obras ferroviárias do Dnit, Marcelo Almeida Pinheiro Chagas nesta segunda-feira (31/10) no Fórum de presidentes das regionais Sul e Extremo Sul da Facisc.

O encontro, realizado na ACIC, em Criciúma, além do setor empresarial, atraiu políticos, como os deputados federais Edson Bez de Oliveira, Ronaldo Benedet, e os deputados estaduais Ricardo Guidi e Vicente Caropreso.

Para analisar essa quarta proposta será marcada uma nova reunião, com a Valec e Dnit para novamente discutir o traçado ideal para a Ferrovia Litotânea. A ideia é que a reunião seja feita ainda em novembro.

Na reunião desta segunda-feira o representante do Dnit apresentou os três projetos que hoje já estão sendo analisados para a execução dos dois lotes da ferrovia que ligará Imbituba a Itajaí, margeando as cidades do litoral catarinense.

O projeto foi dividido em Lote 1 Imbituba/Tijucas e o Lote 2 Tijucas/Araraquari, ambos totalizando 247 km. A realização da obra, que já custou R$ 17 milhões, tem enfrentado as dificuldades pela passagem na área indígena do Morro dos Cavalos.

Considerando esta situação, o Dnit tem analisado três alternativas, uma margeando a rodovia, passando pelo Morro dos Cavalos, outra com túnel também pelo Morro dos Cavalos e uma terceira, que sairia completamente da área da Funai, avaliada em R$ 16 bilhões, desviando dessa área, com 55 km de túneis. A estas três opções, pode somar-se uma quarta proposta, onde a ferrovia se uniria à região oeste e dali seguindo para Itajaí.

A proposta ainda nem chegou a Dnit e segue em estudos pela Valec e deve ser apresentada ao Ministro dos Transportes, e já é considerada muito mais econômica por desviar da região do Morro dos Cavalos. Inicialmente estima-se que deve reduzir em aproximadamente R$ 4 bilhões o custo da obra.

As propostas foram analisadas pelos representantes das Associações Empresariais. A discussão se concentrou na expectativa de viabilização do projeto e que este contemple o porto de Imbituba e a interligação do sul com o restante do Brasil.

O vice-presidente da regional sul da Facisc, Carlos Fornaza, salientou que o objetivo é viabilizar a obra. “É um projeto que se está buscando há muito tempo e o que precisamos é fazer com que se consiga agilizar”, observa.

O vice-presidente Extremo Sul, Joy Daniel, reforçou que o objetivo é que a ferrovia garante uma nova oportunidade de desenvolvimento, desde que saia do papel. “Foi dado mais um passo, com representantes empresariais e políticos, além do Dnit, que mostraram aos nossos empresários a dificuldade de se executar um projeto desse vulto. Agora vamos continuar a buscar esse projeto que vai permitir a competitividade do sul.

ainda não há projeto O vice-presidente da indústria, André Gaidzinski, também participou do encontro e mostrou-se preocupado com a situação. “A região estava bem representada no encontro, porém as novidades que esperávamos não se concretizaram, como por exemplo, a questão da Funai com as indenizações indígenas no Morro dos Cavalos. Apesar de ter sido dada uma alternativa, o que deixou os empresários preocupados pois não há sinais de conclusão das obras e com isto a região Sul deverá ter perdas ficando mais uma vez para trás no desenvolvimento do Estado”, concluiu André.

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