MANIFESTO FACISC: AO TRABALHO

Na condição de entidade representativa de todos os segmentos empreendedores do Estado de Santa Catarina, inclusive dos transportadores em toda as suas configurações, como os autônomos, fomos complacentes com o movimento que paralisou o país na defesa de seus interesses. Em moções diretas à Presidência da República, provocamos os dirigentes em agirem com celeridade nas negociações, ratificando as denúncias em pauta.

Muitas podem ser as críticas à condução inicial do processo pelo governo federal, bem como ao atendimento das legítimas reivindicações originais dos caminhoneiros. As concessões do governo, mesmo com a demora e com a evidente transferência destas diretamente a todo o povo brasileiro, permitem o retorno à normalidade das atividades econômicas com o abastecimento e circulação de bens e mercadorias.

Os efeitos em prejuízos já se contam aos bilhões de reais, para o Estado, para a iniciativa privada e para as famílias. Urge, agora, a busca imediata da retomada de atividades, sendo inaceitável qualquer manutenção de mobilização ou alteração de foco do movimento, no sentido de inibir a retomada de todo segmento produtivo, destacadamente a comercialização de combustíveis.

Evidências de infiltrações de tumultuadores e agitadores nos movimentos legítimos havidos, com claros interesses políticos difusos, devem ser denunciados e repudiados, impondo-se, agora sim, rigor absoluto ao insustentável propósito de parar, ou manter imobilizado o país.

Em nome de todos os empreendedores catarinenses, a ordem é no sentido de rechaçar qualquer resistência em sentido contrário, inclusive exigindo dos governos, por seus órgãos competentes, que sejam aplicados os essenciais meios de reestabelecer a ordem e livre exercício de qualquer demanda empresarial, em defesa dos negócios, dos bens e patrimônios já prejudicados.

Nossas bandeiras de combate à corrupção, à ineficiência e gigantismo do Estado, em todos os seus serviços e indistintamente à todos os poderes da república que perdulariamente muito pouco fizeram ou fazem para por fim ao movimento, um grito da sociedade brasileira, visando a diminuição de custos e permanente necessidade de aumentar tributos.

Quanto às soluções do governo ao impasse, inclusive de repassar à sociedade os ônus conferidos à malfadada Petrobrás, que já deveria estar privatizada, no constitucional princípio da concorrência e livre iniciativa, que busquem verbas em sua própria estrutura, inclusive rendas de servidores, suspendendo reajustes.

Conclamamos todos ao trabalho, com ordem e garantias que devem ser conferidas ao governo, afastando pelas prerrogativas legais, qualquer obstáculo em permitir que o nosso povo volte a produzir e buscar o seu sustento, inclusive os caminhoneiros. Muitas novas contas se acumularam e estão aí para pagar.

Jonny Zulauf - Presidente da FACISC

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