Programação dos 44 anos da Biblioteca Pública Municipal Cônego Itamar Luiz da Costa

Confira e participe das atividades

OFICINAS

Data: 15 e 16 de julho de 2019 Local: Biblioteca Pública Municipal Cônego Itamar Luiz da Costa Rua Nereu Ramos, nº 276 - Centro - Imbituba/SC As inscrições são realizadas quando você clica em “Cadastre-se” e preenche seus dados, disponível nos links abaixo de cada oficina apresentada. São apenas 20 vagas para cada uma das opções, garanta a sua! Os inscritos receberão, via facebook, uma confirmação com um código QR. As criações elaboradas durante o encontro pelos participantes irão compor a decoração do VII Sarau Musical, em comemoração aos 44 anos da Biblioteca, venha celebrar conosco!

15 de julho de 2019 Segunda-feira

Origami Tsuru, com Sofia Vicente ⏰ 14h às 16h 📍 Inscreva-se aqui.

⏰ 17h às 19h 📍 Inscreva-se aqui.

👉 16 de julho de 2019 Terça-feira ⏰ 10h às 12h - Pão-por-Deus, com Cilésia Nascimento Inácio 📍 Inscreva-se aqui.

⏰ 14h às 16h - Abayomi, com Elaine Coelho da Luz 📍 Inscreva-se aqui.

⏰ 19h às 20h30 - Poesia em Movimento, com Izar Duarte e Lorraine Amorim 📍 Inscreva-se aqui.

Pão-por-Deus, com Prof.ª Cilésia Nascimento Inácio Cada participante deve trazer sua própria tesoura, se houver tesoura de picote também. Inscreva-se aqui.

SOBRE AS OFICINAS

Pão-por-Deus | Tradição Desaparecida por Prof.ª Cilésia Nascimento Inácio

Recebemos o pão-por-Deus, do açoriano português, como expressão correspondente a um pedido, dádiva, mas com formas e objetivos diferentes. Nas ilhas açorianas o pão-por-Deus era pedido pelos meninos, que pediam pão ou guloseimas, com cantorias infantis ou solicitações simples, entre 1º e 2 de novembro.

Aqui a pureza de certos costumes tradicionais dava a vida simples do nosso povo os mais belos encantos, que se traduziam, entre eles, no envio do "Pão-Por-Deus". Era um meio de comunicação romântica, onde as mensagens de amor, amizade e simpatia, escritas nas mais variadas figuras de papel, em recortes geométricos, transmitiam os mais diversos pedidos.

Os corações eram as figuras preferidas, recortadas em formas diversas, imperando a sensibilidade artística de cada um. Os exemplares de uma riqueza de detalhes extraordinária, davam aos diversos desenhos e recortes os mais belos encantos, onde os papéis brancos eram entrançados com muita criatividade e encanto, às vezes coloridos ou não.

As mensagens em versos circulavam entre namorados, amigos, parentes e pessoas vizinhas e os pedidos de prendas traduziram a grandeza sentimental dos autores na mais pura singeleza de versificação, cujos versos, ainda hoje procuro mostrar nas escolas de nosso município e nas exposições do "NEA".

A época de divulgação em Imbituba se estendia de outubro a final de novembro, para ser recebido em dezembro. Quem recebe um pedido de pão-por-Deus tem por obrigação de enviar um presente ao remetente.

Abayomi, com Elaine Coelho da Luz Abayomi são bonequinhas feitas de retalhos que nasceram nos porões dos navios negreiros! Mães rasgavam suas roupas e improvisavam bonequinhas para suas crianças brincarem! ABAYOMI, na língua yorubá significa “encontro precioso” e fica na história como um amuleto de “resistência”! Nos nossos dias, vestimos as bonequinhas mais alegremente, mas os corpinhos delas são como os originais: retalhos e nós que formam a cabeça, as mãos e os pés! Cada participante deve trazer sua própria tesoura. Inscreva-se em: https://www.facebook.com/events/2350070411931839/

Origami Tsuru, com Sofia Vicente A arte tradicional japonesa de dobrar um pedaço de papel e criar animais e objetos dos mais variados tipos encanta crianças e adultos por todo o mundo. A Biblioteca Pública Municipal Cônego Itamar Luiz da Costa, receberá uma oficina de origami, na próxima terça (16) às 17h. A colaboradora Sofia Vicente conduzirá oficina. Os Tsurus criados durante o encontro pelos participantes irão compor a decoração do VII Sarau Musical, em comemoração aos 44 anos da Biblioteca, venha celebrar conosco! Cada participante deve trazer sua própria tesoura e régua. Inscreva-se aqui.

Poesia em Movimento, com Izar Duarte e Lorraine Amorim

A oficina visa a superação da poesia como uma simples construção rítmico-formal. Essa atividade possibilitará a desconstrução da ideia pré-concebida do formato dos poemas, liberando a criatividade dos participantes para trabalharem outros elementos dentro do texto, como movimento e impacto visual. Inscreva-se aqui.

VII SARAU MUSICAL Conduzido pelo Grupo Folclórico Cultural Imbé, com apresentações de poemas e canções

Data: 18/07/2019, quinta-feira Horário: 19h às 23h Local: Rua Nereu Ramos, nº 276 - Centro - Imbituba/SC Evento - Saiba mais aqui

Programação - Matheus Laurentino, músico e violonista interpreta músicas brasileiras tocadas no violão de 7 cordas - “Cantoria da Bandeira do Divino Espírito Santo” do Distrito de Mirim - “Coral Nhe'e Amba” dos Índios Guarani da Aldeia Tekoá Marangatu, de Imaruí - “Orquestra Clarins de Sião” - “Xangô: O Deus da Justiça”, performance com Francisco da Silveira Neto, dirigida por Fillipi Anselmo - Grupo Musical Zimbáfrica, com o Movimento Negro de Imbituba - Dança Circular, com Kharina Oleksiuk Durante o evento os participantes poderão prestigiar a Exposição Ambiental "Aqui tem Mata", via Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Imbituba

Sobre as apresentações O Grupo Folclórico Cultural Imbé busca pesquisar, documentar e apresentar a cultura imbitubense, enfatizando o jeito de ser e as formas de fazeres do povo local. Apresenta registros de músicas, poemas, artes, artesanatos, comidas típicas, crenças e outros saberes culturais miscigenados nas tradições indígenas, açorianas e africanas. Criado em 2018, o Grupo escolheu o nome "Imbé", de origem indígena que remete a questão cultural já originada pelo seu próprio nome. Vamos reviver alguns trabalhos culturais que ao passar dos tempos ficaram no esquecimento, ou pelo menos na memória de nosso povo.

Xangô: O Deus da Justiça apresenta um relato artístico sobre as religiões de matriz africana, representando Xangô, Deus da Justiça e da Verdade, pai da sabedoria e do equilíbrio. Em uma performance onde corpo e voz retrata o respeito e a desmistificação da umbanda e das religiões africanas.

O Movimento Negro de Imbituba, através do Grupo Musical Zimbáfrica canta músicas afrobrasileiras, enaltecendo a cultura africana A Dança Circular tem sido utilizada para reunir pessoas em alegres celebrações, promovendo e harmonizando tanto o indivíduo quanto o grupo. Ao constatarmos a nossa essência, percebemo-nos conectados à Força Universal.

A FOLIA DO DIVINO

Os festejos do Divino Espírito Santo, se iniciam com a Folia do Divino, também chamada Bandeira do Divino. A Bandeira do Divino, em pano vermeIho, com uma pomba em cor branca, aplicada no centro, enfeitada com fitas coloridas, doadas através de promessas, de pessoas devotas do Espírito Santo, presas na extremidade superior do mastro, acompanhadas de uma pomba em louça, representativa do Divino Espírito Santo.

A Bandeira do Divino, assim costumamos chamar, é levada às comunidades. Recebida de casa em casa acompanhada de um cortejo, formado por homens, mulheres e crianças, trajando roupas vermelhas, a exemplo da bandeira. Assim é composto:

Duas meninas ou mulheres que carregam a Bandeira;

Um encarregado levando a bandeja e o resplendor, para receber os donativos;

Um tirador de versos (repentista);

Um tocador de rebeca (violino);

Um tocador de viola com fitas no cravo;

Um tocador de tambor de respostas;

Um fino (tripa), que canta no final.

Ao chegar a uma casa, o grupo introduz cânticos pedindo permissão para entrar. A porta é aberta e entram as meninas com as bandeiras, e o encarregado com a bandeja. Quando a cantoria é interrompida, é o momento da visita. Na sequência do ritual, a pomba da bandeira é beijada por todos da casa, em atitude de grande respeito. As pessoas colocam ofertas em dinheiro sobre a bandeja, agradecem as graças recebidas e, às vezes, colocam na bandeira uma fita nova, como pagamento de promessa. Após conversarem por algum tempo, os cânticos são retomados para as despedidas e agra- decimentos. Terminando a visita, o cortejo segue para outra casa, anunciando sua chegada com batidas de tambor e tiros de fogos.

A bandeira é acolhida pela população do interior com o maior respeito e devoção.

É considerado uma honra hospedar a "Bandeira", além do prazer. Procuram a casa

dos mais devotos e famílias que tinham promessas devidas. A noite é festiva na casa

onde pernoite a comitiva. Os foliões, são tratados com respeito. Depois de percorrido o interior, é feito o percurso na comunidade onde será realizada a festa.

FESTA DO DIVINO ESPÍRITO SANTO NO MIRIM

Mirim, a exemplo de outras áreas de colonização açoriana, da mesma forma que Vila Nova, impera a tradição da Festa do Divino Espírito Santo. Segundo informações do Seu Jairo Cardoso, a Festa do Divino Espírito Santo, vem desde a época que Mirim foi elevada a categoria de Paróquia, isto é, em 1856.

Antigamente nas festas aconteciam muitas quermesses, arremates (bolos, galinhas vivas e assadas, ovos). As barracas eram cobertas de pano, ali servem almoço e café. Algumas pessoas, também serviam refeições. Vendiam doces em tabuleiro. Celebram também as solenidades a Nossa Senhora Sant'Ana, a Padroeira. Na comunidade de Mirim, alguns tempos atrás, esta festa acontecia no final do ano. Mas, nos dias de hoje, é realizada na primeira quinzena de novembro.

A tradição da festa continua. Saída da Bandeira do Divino, com antecedência, que percorre várias comunidades, acompanhada da folia (cortejo), que faz a cantoria. Terminando a visita, o cortejo retorna à comunidade para dar início a semana da festa, com novenas, que são apadrinhadas por outras comunidades. É tradição nos dois últimos dias de festa, apresentar a Corte Imperial.

Sábado, véspera da festa, a Bandeira acompanhada da Banda Musical vai buscar a Corte Imperial, na casa do primeiro festeiro. Todos seguem ao encontro da Imagem da Padroeira, Nossa Senhora Sant'Ana, que sai da casa de uma família da comunidade. A procissão é animada pela banda musical e queima de fogos. O cortejo se dirige a Igreja, recebido com repicar dos sinos. É dado início a celebração da novena. Terminada a novena a Bandeira encaminha a Corte Imperial, acompanhada da Banda Musical até a casa do primeiro festeiro.

A festa continua com atrações no salão Paroquial, onde acontecem as quermesses, danças e outras atrações. Domingo, dia da festa, a Corte segue novamente à Igreja. O Reverendíssimo Padre início a Santa Missa, geralmente, as 10:00 h. O Imperador é coroado pelo primo festeiro durante a missa.

CLARINS DE SIÃO

Fundada em 1968 a Orquestra Clarins de Sião tem como objetivo maior enaltecer o nome do Senhor através da música. Liderada pelo maestro Glicenio Dias Damázio conta com cerca de 60 integrantes, destaca-se por seu estilo autêntico e vem ganhando reconhecimento a nível Estadual. Completa no ano de 2019, 51 anos de existência, firme em seu propósito de louvar ao Senhor e levar música Cristã de qualidade a todos.

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